Marvel Cosmic Invasion – Porradaria Cósmica no melhor estilo

Um novo beat em' up com heróis da Marvel está entre nós. Será se a Tribute Games fez um excelente trabalho? Venha conferir a nossa review!

Há algum tempo, publiquei na Safe Zone uma preview onde compartilhei minhas primeiras impressões sobre Marvel Cosmic Invasion. Naquela época, a expectativa era alta: a Tribute Games (de TMNT: Shredder’s Revenge) prometia ser um sucessor espiritual dos clássicos de arcade dos X-Men. Agora, com a versão final em mãos e após horas esmagando a Onda de Aniquilação, posso afirmar: eles não só cumpriram a promessa, como entregaram uma das melhores cartas de amor à Marvel que já vimos nos games.

Uma Odisseia Visual e Sonora

A primeira coisa que salta aos olhos, e que já havíamos notado na prévia, é a direção de arte. O pixel art é vibrante, detalhado e transpira a energia dos quadrinhos dos anos 90. Cada cenário, desde as selvas de Wakanda até as paisagens alienígenas de Klyntar, é recheado de easter eggs e vida.

A trilha sonora acompanha essa qualidade de perto. As composições originais capturam aquele sentimento heroico e frenético dos arcades, com faixas que se adaptam perfeitamente ao ritmo da pancadaria. É impossível não se empolgar quando o tema do chefe final toca e a escala da batalha aumenta.

O Sistema "Cosmic Swap": A Alma do Jogo

Se em Shredder’s Revenge o foco era o caos multiplayer, aqui a profundidade mecânica brilha no sistema de tags. A mecânica de Cosmic Swap não é apenas um botão de troca; é a base para combos criativos e sobrevivência.

Controlar dois personagens permite estratégias únicas: você pode iniciar um combo aéreo com o Homem-Aranha e finalizar com um disparo pesado do Homem de Ferro, ou usar a Tempestade para controle de grupo enquanto prepara o Wolverine para o dano massivo. A curva de aprendizado é satisfatória, fácil de pegar e jogar, mas com teto alto para quem quer dominar as assistências e juggles.

O Elenco

O jogo brilha na seleção de seus 15 personagens jogáveis. A Tribute Games evitou o caminho fácil de apenas colocar os Vingadores do cinema. Temos ícones como Capitão América e Venom, mas o coração do fã bate mais forte com a inclusão de nomes como Beta Ray Bill e Phyla-Vell.

Cada herói tem um “peso” e estilo distintos. A She-Hulk parece um tanque de guerra, enquanto o Surfista Prateado flutua pelo cenário com ataques de área devastadores. O sistema de progressão individual (níveis que desbloqueiam cores e movimentos) incentiva a rejogabilidade, embora possa soar repetitivo para quem quer apenas “zerar” com todos.

Deslizes na Invasão

Nem tudo é perfeito. Apesar da variedade de heróis, a variedade de inimigos comuns deixa um pouco a desejar na segunda metade da campanha. Você vai se cansar de bater nos mesmos soldados insetóides da Onda de Aniquilação, apenas com cores diferentes. O jogo também chega a ser um pouco raso, onde ele vai se construindo para algo grandioso e o final acaba por ser um pouco frio demais e sem sal. Faltou um algo, um diferencial que valesse a pena a jornada (e o preço absurdo sendo praticado no Brasil)

Além disso, o modo solo, embora divertido graças ao sistema de troca, perde um pouco do brilho caótico que só o co-op (local ou online) proporciona. Alguns picos de dificuldade nos chefes finais também podem frustrar jogadores menos acostumados com o gerenciamento de recursos do gênero.

MARVEL Cosmic Invasion

Marvel Cosmic Invasion é a consolidação da Tribute Games como mestres modernos do gênero beat ‘em up. Ele respeita o legado dos arcades da Konami e Capcom, mas traz modernidade suficiente para não parecer datado.

Se na minha preview eu estava cautelosamente otimista, agora estou plenamente convencido. É um título obrigatório para fãs da Marvel e indispensável para quem cresceu gastando fichas nos anos 90.

Prós:

  • Visual pixel art deslumbrante e fiel às HQs.

  • Sistema de tag (Cosmic Swap) adiciona profundidade real ao combate.

  • Elenco diversificado com 15 heróis, incluindo “secundários”

  • Trilha sonora empolgante.

Contras:

  • Pouca variedade de inimigos comuns nas fases finais.

  • Pode se tornar repetitivo se jogado exclusivamente em modo solo por longos períodos.

8.5