Análise de God of War Sons of Sparta

Um novo God Of War que é um metroidvania 2D e ele não é feito pela Santa Monica. Claro que tivemos que explorar o que esse título tem a oferecer.
O que é God of War Sons of Sparta?

God of War Sons of Sparta é um jogo 2D do subgênero Metroidvania, bem parecido com God of War: Betrayal, que se trata de uma prequela da franquia God of War. Diferentemente de Betrayal, aqui os jogadores controlam o personagem Kratos em sua juventude, enquanto ele treina na agoge com seu irmão Deimos.

Por ser o primeiro jogo na ordem cronológica da franquia, a história acontece muito antes dos feitos de Kratos como Deus da Guerra. Desta vez, o objetivo é encontrar seu amigo Vasilis, que não retorna ao campo de treinamento, o que faz com que os dois irmãos embarquem em uma jornada perigosa, na qual enfrentarão diversas criaturas, enquanto tudo é narrado pelo Kratos adulto.

Jogabilidade e Combate

A jogabilidade de Sons of Sparta é bem simples e nada de incomum para um Metroidvania, porém, mesmo sendo simples, eu a achei muito divertida e até um pouco viciante. Eu, que sou um cara que adora explorar em todo jogo que jogo, amei vasculhar cada área para encontrar upgrades, coletáveis, desafios e afins, e quem gosta de uma boa exploração com certeza irá amar explorar as áreas desse jogo.

Em relação ao combate, eu digo que ele é divertido, porém ficou um pouco repetitivo ao decorrer do game. O combate foi inspirado no combate dos God of War da saga nórdica, onde você ataca, dá parry, esquiva, pega armas e/ou habilidades melhores e pode melhorar seus status em um sistema de rpg, mas tem um porém, o combate é MUITO mais frenético do que nos GOWs nórdicos, pois aqui você precisará esquivar e usar parry bem mais para se proteger dos inimigos e chefes, e vai por mim, alguns foram uma grande dor de cabeça para derrotar.

O único problema do combate é que ele começa a ficar repetitivo ao decorrer do game, pois por mais que ele seja divertido, ele é simples até demais por não ter nada que se destaque além do mesmo feijão com arroz da saga nórdica. Não há armas diferentes além da lança, as finalizações são meio sem graça, e derrotar vários inimigos toda hora começa a ficar cansativo depois de um tempo, fazendo com que você queira ignorá-los para chegar ao objetivo.

História

A história de Sons of Sparta é bem simples e possui uma boa premissa, mas a trama principal deixou muito a desejar. É bom ver como o jogo foca em como o Kratos era em sua juventude antes de servir a Ares e como era a relação dele com seu irmão Deimos na infância, e a dinâmica entre os dois até que é bem escrita, com bons diálogos e momentos que mostram o irmão que Kratos foi e o líder que ele poderia ter sido.

No entanto, a trama principal, que é sobre o sumiço de Vasilis, foi bem desinteressante e ia num ritmo muito lento. Enquanto horas se passavam no jogo, eu sentia que a história estava fraca e simplesmente não ia pra frente pois nada que Kratos e Deimos faziam dava certo na busca por Vasilis, o que me desmotivou bastante de continuar as missões principais e me fez focar mais na exploração.

Trilha Sonora

A trilha sonora de Sons of Sparta é sem dúvidas o ponto mais forte do jogo, e é o único aspecto do jogo que consegue se destacar em algo. Ela possui uma vibe retro que mistura com o tema de God of War, incluindo até o coral, que combinou bastante com o jogo e foi boa para acompanhar a longa jornada de Kratos e Deimos.

God Of War: Sons Of Sparta

No fim das contas, God of War Sons of Sparta é uma experiência competente, mas que dificilmente será lembrada como um dos grandes destaques da franquia. O jogo acerta ao explorar um período pouco mostrado da vida de Kratos e ao apostar em uma estrutura Metroidvania que incentiva a exploração, algo que funciona muito bem para quem, assim como eu, gosta de vasculhar cada canto do mapa em busca de segredos, coletáveis e melhorias.

Por outro lado, o combate, apesar de divertido e frenético no início, acaba se tornando repetitivo com o passar das horas. A falta de variedade de armas e finalizações tira parte do impacto das batalhas, e a história principal não consegue sustentar o interesse até o final, mesmo com bons momentos entre Kratos e Deimos.

Ainda assim, a trilha sonora consegue elevar a experiência e manter a identidade épica da franquia, ajudando o jogo a não perder totalmente sua força.

God of War Sons of Sparta é uma boa prequela, especialmente para fãs que querem se aprofundar mais no passado de Kratos, mas fica a sensação de que ele poderia ter ido além em praticamente todos os aspectos.

7