Com o lançamento de Diablo IV, a franquia voltou ao centro dos holofotes ao resgatar a atmosfera sombria, visceral e madura que sempre definiu a série, ao mesmo tempo em que modernizou sua jogabilidade para uma nova geração. Esse retorno às origens também despertou nos jogadores o desejo de revisitar toda a trajetória da saga, relembrando batalhas épicas, incontáveis horas em masmorras e a eterna busca por itens lendários, sensações que também foram fortemente marcadas por Diablo III, título responsável por consolidar mecânicas como temporadas e builds mais elaboradas, além de manter viva a chama da franquia por mais de uma década.
No entanto, é impossível falar de Diablo sem retornar às suas raízes. Diablo II permanece, até hoje, como o ápice da essência da série: atmosfera opressiva, progressão profunda, classes icônicas e um sistema de itens que moldou todo um gênero. Com o lançamento de Diablo II: Resurrected, a Blizzard não apenas modernizou um clássico, mas permitiu que antigos e novos jogadores revivessem uma das jornadas mais emblemáticas da história dos videogames.
Agora, com a chegada da nova DLC Reign of the Warlock, essa experiência ganha um novo fôlego, expandindo o universo do jogo e reacendendo a nostalgia que marcou gerações.
Novidades
Reign of the Walock Transforma a Zona de Terror em um ambiente mais hostil, fazendo com que você enfrente demônios mais fortes enquanto também reformula para ser mais amigável para novos jogadores, porém o destaque em si é a nova classe Bruxo.
Essa nova classe tem o poder de invocar demônios e controla-los para lutar por você, dividindo suas habilidades em Caos, Sobrenatural e Demônio que podemos citar as seguintes características:
Demônio: Permite ao jogador invocar três tipos diferentes de criaturas infernais, Caprino, Maculado e Profanador, que auxiliam o bruxo, obedecendo suas vontades, cada demônio fornece um leque de funções próprias, oferecendo suporte estratégico e até mesmo podendo serem consumidos pelo bruxo, fornecendo buffs.
Sobrenatural: É uma árvore de habilidades capaz de materializar armas etéreas para lutar contra os inimigos com efeitos devastadores, podendo drenar energia vital, explodir inimigos enfeitiçados.
Caos: É o poder destrutivo em sua forma brutal, dividido em dois pilares, Fogo e Vácuo, representando as forças primordiais infernais, por meio dessa árvore de habilidades, os bruxos conseguem desacelerar inimigos e os incendiar, elevando o nível de dano a um novo patamar.
Melhorias no Endgame
Zona do terror sendo reformulada, apresenta uma forma mais densa e dinâmica e extremamente perigosa, variando entre os Atos do jogo, garantindo que não haja uma repetição tão grande de cenários, mantendo uma renovação na experiência, durante a exploração temos os Arautos do Terror que surgem como chefes, perseguindo o jogador e transformando as incursões em uma caçada mortal. Vale lembrar que quanto mais tempo se permanece dentro da zona, mais intensas e frequentes as batalhas vão ficando.
Além disso, a conclusão de missões nesse ambiente concede a chance de obtenção de mais estátuas para usar no Cubo Horádrico, para enfrentar os Ancestrais Colossais.
Esses inimigos lendários retornam de forma ainda mais brutal, se tornando mais ferozes, agressivos e poderosos à medida que outros Ancestrais são derrotados. Essa mecânica eleva drasticamente o nível de desafio, exigindo preparo extremo, domínio das builds e estratégias bem definidas. Caso os jogadores permaneçam ativos dentro da Terror Zone, as chances de obtenção das estátuas necessárias para esses confrontos aumentam significativamente. Enfrentar os Ancestrais Colossais é um verdadeiro teste de resistência, habilidade e coordenação, colocando à prova até mesmo os aventureiros mais experientes.
Melhorias de Qualidade de Vida
Crônica é um sistema abrangente de registro que centraliza praticamente todas as informações relevantes do jogo. A proposta é eliminar a necessidade de recorrer a fontes externas, oferecendo uma base de dados completa, organizada e de fácil consulta, otimizando a experiência tanto para iniciantes quanto para veteranos.
Filtro de saque representa um grande avanço para o jogo, permitindo uma coleta muito mais prática, organizada e eficiente. Com ele, os jogadores podem priorizar drops importantes, reduzir a poluição visual e manter o foco total na ação.

Pontos Positivos
- Introdução de nova classe extremamente versátil;
- Zona do terror reformulada, apresentando mais dinamismo e desafios, elevando o nível do endgame;
- Implementação de melhorias de qualidade de vida, mordernizando a experiência sem comprometer a essência clássica do jogo.
Pontos Negativos
- A classe pode se tornar um pouco complicada para novos jogadores devido a necessidade de recursos.
- A dificuldade do conteúdo endgame pode afastar jogadores menos experientes ou casuais.
- Ausência de novos atos ou regiões com narrativas, o que pode gerar uma sensação de conteúdo limitado para parte do público.
Diablo II: Resurrected Reign of the Warlock
Reign of the Warlock se mostra como uma expansão sólida, ainda mais para jogadores veteranos. A adição de uma nova classe profundamente estratégica, aliada à reformulação do conteúdo de final de jogo e às importantes melhorias de qualidade de vida, resulta em uma experiência mais dinâmica, desafiadora e acessível.
A zona do terror renovada somadas aos confrontos intensos contra os bosses do endgame garante um ciclo de gameplay altamente viciante, recompensador e repleto de momentos épicos. Ao mesmo tempo, sistemas como por exemplo Crônica e Filtro de saque demonstram uma clara preocupação em modernizar a experiência sem descaracterizar suas raízes.
No fim, Reign of the Warlock não apenas celebra o legado de Diablo II, mas também o projeta para o futuro, para os fãs e veteranos trata-se de um conteúdo praticamente obrigatório e para novos jogadores, uma porta de entrada para vivenciar um dos maios clássicos dos ARPG em sua forma mais completa.
